Simulados de Concursos > Prova da CAIXA (CEF) 2 - Questões e Simulados

Instruções


OBJETIVOS
Aprimorar os conhecimentos adquiridos durante os seus estudos, de forma a avaliar a sua aprendizagem, utilizando para isso as metodologias e critérios idênticos aos maiores e melhores concursos públicos do país.

PÚBLICO ALVO
Candidatos e/ou concursandos, que almejam aprovação no concurso da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL (CEF) - Técnico Bancário, para nível médio.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DAS QUESTÕES
1. Português
2. Matemática
3. Ética Pública
4. Habilidades no Atendimento
5. História e Estatudo da Caixa
6. Legislação Específica - Caixa
7. Conhecimentos Bancários
8. Informática
2.279 alunos já responderam este simulado.

Texto 1: Utilize o texto abaixo para responder as questões de numero 1 a 3.

A “CRISE” DOS VALORES MORAIS.
 Fala-se hoje, em toda parte e no Brasil, numa “crise” dos valores morais. O sentimento dessa crise expressa-se na linguagem cotidiana, quando se lamenta o desaparecimento do dever-ser, do decoro e da compostura nos comportamentos dos indivíduos e na vida política, ao mesmo tempo em que os que assim julgam manifestam sua própria desorientação em face de normas e regras de conduta cujo sentido parece ter-se tornado opaco. Uma autora sueca, Sissela Bok, decidiu escrever um livro sobre a mentira, após ter verificado que, desde o século XVII, excetuando-se alguns momentos da literatura, do teatro e do cinema, reina o silêncio  quanto aos dilemas do dizer-a-verdade na vida privada e na vida pública. Sociólogos de linha durkheimiana, examinando o desamparo dos indivíduos nas escolhas morais, a presença de práticas e comportamentos violentos na sociedade e na política, a multiplicidade de atitudes transgressoras de valores e normas, falam em anomia, isto é, na desaparição do cimento afetivo que garante a interiorização do respeito às leis e às regras de uma comunidade.
         Na filosofia contemporânea a “crise” transparece na existência simultânea de três linhas principais de pensamento sobre a ética, resumidas por Agnes Heller: a niilista (baseada no relativismo historicista e na etnografia), que nega a existência de valores morais dotados de racionalidade e de universalidade; a universalista-racionalista (de origem iluminista), que afirma a existência de uma normatividade moral com valor universal porque   fundada na razão; e a pragmática, que considera que a democracia   liberal tem sido capaz de manter com suficiente sucesso os princípios morais da liberdade e da justiça no que tange às grandes   decisões sobre  a vida coletiva. Em nosso cotidiano, lembra A. Heller, somos bombardeados pelos três pontos de vista, ainda que se excluam reciprocamente, e sua presença simultânea constitui o sintoma do que chamamos de “crise”  dos valores morais.
 Alguns procuram nomear a “crise” dando-lhe o nome de pós-modernidade. A modernidade, nascida com a Ilustração, teria privilegiado o universal e a racionalidade; teria sido positivista e     tecnocêntrica, acreditado no progresso linear da civilização, na continuidade temporal da história, em verdades absolutas, no planejamento racional e duradouro da ordem social e política; e teria apostado na padronização dos conhecimentos e da produção econômica como sinais da universalidade. Em contrapartida, o pós-modernismo privilegiaria a heterogeneidade e a diferença como forças libertadoras da cultura; teria afirmado o pluralismo contra o   fetichismo da totalidade e enfatizado a fragmentação, a  indeterminação, a descontinuidade e a alteridade, recusando tanto as “metanarrativas”, isto é, filosofias e ciências com pretensão de  oferecer uma interpretação totalizante do real, quanto os mitos totalizadores, como o mito futurista da máquina, o mito comunista   do proletariado e o mito iluminista da ética racional e universal.
  Se a modernidade havia se caracterizado pela confiança iluminista na razão como força que libera o homem do medo causado pela ignorância e pela superstição, a pós-modernidade proclama a falência da razão para cumprir a promessa emancipatória e exibe sua força opressora sobre a natureza e sobre   os homens (...).

(1,0) 1 -

Lido o texto 1 na totalidade, é correto afirmar que Marilena Chauí:

a)

se refere à 'crise' como um fator positivo na história das sociedades, uma vez que impulsiona o progresso;

b)

exalta os sintomas da pós-modernidade, já que a racionalidade da Ilustração sufoca o homem e inibe sua criatividade;

c)

expõe o tema de forma neutra e refletida, e em nenhum momento toma partido no confronto entre modernidade e pós-modernidade;

d)

conclui que, com o fracasso do ideal iluminista de libertar o homem pela razão, a pós-modernidade passa a oprimi-lo;

e)

adota como princípio explicativo para a crise dos valores morais a linha niilista, segundo a classificação proposta por Agnes Heller.

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