Simulados de Concursos > Prova de Português 4 - Questões e Simulados

Instruções


OBJETIVOS
Aprimorar os conhecimentos adquiridos durante os seus estudos, de forma a avaliar a sua aprendizagem, utilizando para isso as metodologias e critérios idênticos aos maiores e melhores concursos públicos do país.

PÚBLICO ALVO
Candidatos e/ou concursandos, que almejam aprovação em concursos públicos de nível médio ou superior.

SOBRE AS QUESTÕES
Este simulado contém questões da Banca FGV, tanto para nível médio como superior da matéria Português. Auxiliando em sua aprovação no concurso público escolhido.

*CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DAS QUESTÕES
1. Acentuação Gráfica.
2. Adequação Vocabular: Antônimos, Sinônimos, Homônimos, Parônimos, Hiperônimos, Hipônimos.
3. Anáfora E Dêixis.
4. Coesão E Coerência.
5. Compreensão E Interpretação De Textos.
6. Compreensão Textual.
7. Concordância Nominal E Verbal.
8. Conjunção.
9. Coordenação E Subordinação.
10. Crase.
11. Denotação E Conotação.
12. Emprego Das Classes De Palavras.
13. Emprego De Tempos E Modos.
14. Emprego Do Sinal Indicativo De Crase.
15. Estilística: Figuras De Estilo (De Palavras, De Sintaxe, De Pensamento); Estilística Do Som, Estilística Da Palavra, Estilística Da Frase, Estilística Da Enunciação.
16. Estrutura Do Vocábulo.
17. Estrutura E Organização Do Texto.
18. Estrutura Interna Dos Gêneros: Ofício, Memorando, Requerimento, Relatório, Parecer.
19. Figuras De Linguagem.
20. Flexão Nominal E Verbal.
21. Fonética E Fonologia: Relações Entre Ortografia, Fonética E Fonologia: Letras E Grafemas; Encontros Vocálicos E Consonantais; Dígrafos; Sílabas; Acento Tônico; Ortografia.
22. Fonologia.
23. Formação De Palavras Composição E Derivação.
24. Frase: Discurso Direto, Discurso Indireto, Discurso Indireto Livre; Adequação Semântica E Adequação Sintática.
25. Funções Morfossintáticas Da Palavra Se.
26. Léxico-Semântica: Ambig\u00fcidade E Polissemia.
27. Morfologia.
28. Nexos Oracionais.
29. Níveis De Linguagem: Língua Padrão, Coloquial E Vulgar.
30. Organização Textual: Texto: Assunto, Tema, Tese, Título, Ponto De Vista, Argumentação; Coesão E Coerência; Referenciação.
31. Ortografia E Semântica.
32. Ortografia.
33. Parágrafo: Construção E Desenvolvimento.
34. Pontuação.
35. Pronomes: Emprego, Formas De Tratamento E Colocação.
36. Radicais E Afixos.
37. Reconhecimento De Classe De Palavras, Nome, Pronome, Verbo, Preposições E Conjunções, Pronomes, Colocação, Uso, Formas Pronominais De Tratamento.
38. Redação.
39. Redação De Correspondências Oficiais.
40. Redação Oficial.
41. Reescritura De Frases: A Norma Culta De Língua Portuguesa.
42. Reescritura De Texto.
43. Regência Nominal E Verbal.
44. Relação De Causa E Consequência.
45. Semântica, Sinonímia E Antonímia.
46. Separação De Sílabas.
47. Significação Das Palavras.
48. Sinonímia, Antonímia, Homonímia, Parônima, Hiperonímia, Hiponímia; Eponímia; Campos Semânticos E Famílias Lexicais. Neologismos. Estrangeirismos E Empréstimos.
49. Sintaxe Da Oração E Do Período.
50. Sintaxe.
51. Técnica De Resumo De Frases E Textos.
52. Termos Da Oração.
53. Tipo De Predicação.
54. Tipologia Textual.
55. Uso Dos Pronomes De Tratamento.
56. Valor Lógico E Sintático Das Conjunções.
57. Variação Ling\u00fcística: Sistema, Norma E Uso.
58. Vozes Do Verbo.
* Nem todos os assuntos serão abordados neste simulado.
304 alunos já responderam este simulado.

Texto 1: Utilize o texto abaixo para responder as questões de numero 1 a 15.

As categorias da ética
A vida humana se caracteriza por ser fundamentalmente ética. Os conceitos éticos "bom" e "mau" podem ser predicados a todos os atos humanos, e somente a
estes. Isso não ocorre com os animais brutos. Um animal que ataca e come o outro não é considerado maldoso, não há violência entre eles.
Mesmo os atos de caráter técnico podem ser qualificados eticamente. Esses atos sempre servem para a expansão ou limitação do ser humano. Sob a perspectiva
ética, o que importa nas ações técnicas não é a sua trama lógica, adequada ou eficiente para obter resultados, mas sim a qualificação ética desses resultados.
A eficiência técnica segue regras técnicas, relativas aos meios, e não normas éticas, relativas aos fins. A energia nuclear pode ser empregada para o bem ou para o
mal. Na verdade, ela é investigada, apurada e criada para algum resultado, que lhe confere validade. Não vale por si mesma, do ponto de vista ético. Pode valer
pela sua eventual utilidade, como meio; mas o uso de energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referirse aos fins humanos a que se destina.
Vê-se, pois, que o plano ético permeia todas as ações humanas. Isso ocorre porque o homem é um ser livre, vocacionado para o exercício da liberdade, de modo
consciente. Sem liberdade não há ética. A liberdade supõe a operação sobre alternativas; ela se concretiza mediante a escolha, a decisão, a consciência do que se
faz. Isso implica refugir à determinação unilinear necessária, à determinação meramente causal. É a afirmação da contingência, da multiplicidade. Diante da
multiplicidade de caminhos a nossa disposição, avaliamos e escolhemos.
Na verdade, somos obrigados a escolher. Somos obrigados a exercer a liberdade. Assim, a decisão supõe a possibilidade e, paradoxalmente, a necessidade de
estimar as coisas e as ações humanas para atender as nossas demandas; supõe a avaliação de múltiplos fatores que perfazem uma situação humana complexa. Aí,
portanto, temos também compreendida a esfera do valor. Não há liberdade sem valoração. Essa esfera, entretanto, é muito ampla, pois envolve não só o mundo da
ética, mas também o da utilidade, da estética, da religião etc.
Sob o ângulo especificamente ético, não haverá escolha, exercício da liberdade, definição ética quando não houver avaliação, preferência a respeito das ações
humanas. Eis por que na base da ética, como dissemos, encontram-se necessariamente a liberdade e a valoração; a ética só se põe no mundo da liberdade, da
escolha entre ações humanas avaliadas. A escolha, a decisão, que é manifestação de nossa liberdade, só é possível tendo por fundamento o mundo axiológico,
tanto quanto este tem por condição de possibilidade a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis.
Na medida em que se escolhe, se avalia para obter a consciência do que é preferido. Ao escolher um caminho, pondera-se que, de algum modo ou sob algum
prisma, é o melhor em relação a outro; o caminho escolhido mata outras possibilidades. Na escolha não pode haver indiferença. Ela está dirigida à ação, à
exteriorização, à tomada de posição. Isto significa que a escolha, a decisão, nos leva à determinação normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra.
O mundo oferece resistências e determinações necessárias e, por meio destas, as ações éticas se realizam precisamente enquanto as contrariam. As ações éticas
brilham justamente quando se opõem às tendências "naturais" do homem. Assim, a liberdade não só se contrapõe à necessidade, como sua negação, mas também
existe em função desta. Não há liberdade sem necessidade. Não há ética sem impulsão, sem desejo. A melhor prova da liberdade é o esforço de superação da
necessidade, afirmando-a e negando-a dialeticamente, a um só tempo. Então, o mundo ético só é possível no meio social, no bojo das determinações sociais.
O fenômeno ético não é um acontecimento individual, existente apenas no plano da consciência pessoal. Isso porque o ente singular do homem só se manifesta,
como ser autêntico, em suas relações universais com a sociedade e com a natureza. Esse fenômeno é resultante de relações sociais e históricas, compreendendo
também o mundo das necessidades, da natureza. A ética só existe no seio da comunidade humana.
Os homens ou grupos de homens que controlam a produção e os meios de circulação econômica dos bens possuem maior liberdade do que aqueles que não têm o
poder desse controle. Por aí se vê também que a liberdade e a ética não se reduzem a fenômenos meramente subjetivos; elas têm sempre dimensões sociais,
históricas e objetivas.
Há, assim, um grande esforço, um esforço ético-político para se obter uma distribuição igualitária dos direitos entre os homens, quer dentro das comunidades,
quer entre as comunidades. Na verdade existe uma ética sobre a ética, uma meta-ética. A meta-ética é utópica, crítica, subversiva e transcende as condições mais
imediatas da vida social. No entanto, ela precisa ser possível no mundo dos fatos sociais, sob pena de se perder como uma utopia de meros sonhos.
(Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. In: www.centrodebate.org)

(1,0) 1 -

Na frase do 4º parágrafo do texto 'A liberdade supõe a operação sobre alternativas;', o verbo irregular foi flexionado corretamente. Assinale a alternativa em que se apresenta flexão incorreta da forma verbal.

a)

Eles impunham condições para que o acordo fosse assinado.

b)

O julgador interveio na polêmica sobre os critérios de seleção.

c)

Não foi confirmado se a banca quereria dar à redação caráter eliminatório.

d)

Se os autores se disporem a ratear o valor, a publicação da revista será certa.

e)

necessário que atentemos para a questão da mudança de paradigma científico.

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