Prova de Português 40 - Questões e Simulados

Instruções


OBJETIVOS
Aprimorar os conhecimentos adquiridos durante os seus estudos, de forma a avaliar a sua aprendizagem, utilizando para isso as metodologias e critérios idênticos aos maiores e melhores concursos públicos do país.

PÚBLICO ALVO
Candidatos e/ou concursandos, que almejam aprovação em concursos públicos de nível médio ou superior.

SOBRE AS QUESTÕES
Este simulado contém questões da Banca Funcab, tanto para nível médio como superior da matéria de Português. Auxiliando em sua aprovação no concurso público escolhido.

*CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DAS QUESTÕES


1.Acentuação Gráfica
2.Coesão e Coerência
3.Compreensão e Interpretação de Textos
4.Concordância Nominal e Verbal
5.Conjunções - Português
6.Crase
7.Emprego das Classes de Palavras
8.Emprego dos Tempos e Modos Verbais
9.Figuras de Linguagem
10.Flexão Nominal e Verbal
11.Fonologia
12.Funções Morfossintáticas da Palavra SE
13.Interpretação de Textos - Português
14.Literatura - Português
15.Ortografia e Semântica
16.Pontuação
17.Português
18.Português - Geral
19.Pronomes - Emprego, Formas de Tratamento e Colocação
20.Redação
21.Redação Oficial
22.Reescritura de Texto
23.Regência Nominal e Verbal
24.Relação de Causa e Consequência
25.Significação das Palavras
26.Sintaxe da Oração e do Período
27.Tipologia Textual
28.Vozes do verbo
29.Acentuação Gráfica
30.Coesão e Coerência
31.Compreensão e Interpretação de Textos
32.Concordância Nominal e Verbal
33.Conjunções - Português
34.Crase
35.Emprego das Classes de Palavras
36.Emprego dos Tempos e Modos Verbais
37.Figuras de Linguagem
38.Flexão Nominal e Verbal
39.Fonologia
40.Funções Morfossintáticas da Palavra SE
41.Interpretação de Textos - Português
42.Literatura - Português
43.Ortografia e Semântica
44.Pontuação
45.Português
46.Português - Geral
47.Pronomes - Emprego, Formas de Tratamento e Colocação
48.Redação
49.Redação Oficial
50.Reescritura de Texto
51.Regência Nominal e Verbal
52.Relação de Causa e Consequência
53.Significação das Palavras

* Nem todos os assuntos serão abordados neste simulado.

10 questões

0 horas e 30 minutos

1.047 concurseiros já realizaram este simulado.

Leia o texto abaixo e responda às questões de 1 a 10.

Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.


Virou a capanga de cabeça para baixo, e os
peixes espalharam-se pela pia. Ele ficou olhando, e
foi então que notou que a traíra ainda estava viva. Era
o maior peixe de todos ali, mas não chegava a ser
grande: pouco mais de um palmo. Ela estava
mexendo, suas guelras mexiam-se devagar, quando
todos os outros peixes já estavam mortos. Como que
ela podia durar tanto tempo assimfora d'água?...
Teve então uma ideia: abrir a torneira, para ver
o que acontecia. Tirou para fora os outros peixes:
lambaris, chorões, piaus; dentro do tanque deixou só
a traíra. E então abriu a torneira: a água espalhou-se
e, quando cobriu a traíra, ela deu uma rabanada e
disparou, ele levou um susto – ela estava muito mais
viva do que ele pensara,muitomais viva. Ele riu, ficou
alegre e divertido, olhando a traíra, que agora tinha
parado num canto, o rabo oscilando de leve, a água
continuando a jorrar da torneira. Quando o tanque se
encheu, ele fechou-a.
– E agora? – disse para o peixe. – Quê que eu
faço comvocê?...
Enfiou o dedo na água: a traíra deu uma
corrida, assustada, e ele tirou o dedo depressa.
– Você tá com fome?... E as minhocas que
você me roubou no rio? Eu sei que era você;
devagarzinho, sem a gente sentir... Agora está aí,
né?...Tá vendo o resultado?...
Opeixe, quieto numcanto, parecia escutar.
Podia dar alguma coisa para ele comer. Talvez
pão. Foi olhar na lata: havia acabado.Quemais? Se a
mãe estivesse em casa, ela teria dado uma ideia – a
mãe era boa para dar ideias. Mas ele estava sozinho.
Não conseguia lembrar de outra coisa. O jeito era ir
comprar umpão na padaria.Mas sujo assimde barro,
a roupamolhada, imunda?
–Dane-se – disse, e foi.
Era domingo à noi te, o quar tei rão
movimentado, rapazes no , bares cheios.
Enquanto ele andava, foi pensando no que
acontecera. No começo fora só curiosidade; mas
depois foi bacana, ficou alegre quando viu a traíra
bemviva de novo, correndo pela água, esperta.Mas o
que faria com ela agora? Matá-la, não ia; não, não
faria isso. Se ela já estivesse morta, seria diferente;
mas ela estava viva, e ele não queria matá-la. Mas o
que faria com ela? Poderia criá-la; por que não?
Havia o tanquinho do quintal, tanquinho que a mãe
uma vez mandara fazer para criar patos. Estava
entupido de terra, mas ele poderia desentupi-lo,
arranjar tudo; ficaria cem por cento. É, é isso o que
faria. Deixaria a traíra numa lata d'água até o dia
seguinte e, de manhã, logo que se levantasse, iria
mexer comisso.

Enquanto era atendido na padaria, ficou
olhando para o movimento, os ruídos, o vozerio do
bar emfrente. E então pensou na traíra, sua trairinha,
deslizando silenciosamente no tanque da pia, na
casa escura. Era até meio besta como ele estava
alegre com aquilo. E logo um peixe feio como traíra,
isso é que era omais engraçado.
Todamanhã – ia pensando, de volta para casa
– ele desceria ao quintal, levando pedacinhos de pão
para ela. Além disso, arrancaria minhocas, e de vez
em quando pegaria alguns insetos. Uma coisa que
podia fazer também era pescar depois outra traíra e
trazer para fazer companhia a ela; um peixe sozinho
numtanque era algomuito solitário.
A empregada já havia chegado e estava no
portão, olhando omovimento.
–Que peixada bonita você pegou...
– Você viu?
–Uma beleza...Tematé uma trairinha.
– Ela foi difícil de pegar, quase que ela
escapole; ela não estava bemfisgada.
–Traíra é duro demorrer, hem?
–Duro demorrer?...
Ele parou.
– Uai, essa que você pegou estava vivinha na
hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o tanque
cheio d'água... Quando eu cheguei, ela estava toda
folgada, nadando. Você não está acreditando? Juro.
Ela estava toda folgada, nadando.
– E aí?
–Aí? Uai, aí eu escorri a água para elamorrer;
mas você pensa que elamorreu?Morreu nada! Traíra
é duro demorrer, nunca vi umpeixe assim. Eu soquei
a ponta da faca naquelas coisas que faz o peixe
nadar, sabe? Pois acredita que ela ainda ficou
mexendo? Aí eu peguei o cabo da faca e esmaguei a
cabeça dele, e foi aí que ele morreu. Mas custou, ô
peixinho duro de morrer! Quê que você está me
olhando?
– Por nada.
– Você não está acreditando? Juro; pode ir lá
na cozinha ver: ela está lá do jeitinho que eu deixei.
Ele foi caminhando para dentro.
– Vou ficar aqui mais um pouco – disse a
empregada. – depois vou arrumar os peixes, viu?
– Sei.
Acendeu a luz da sala. Deixou o pão em cima
da mesa e sentou-se. Só então notou como estava
cansado.

(VILELA, Luiz. . 7ª ed. São Paulo: Ática,
2007. p. 36-38.)


VOCABULÁRIO:
Capanga: bolsa pequena, de tecido, couro ou
plástico, usada a tiracolo.
: passeio a pé, com o objetivo de
arrumar namorado(a).
Guelra: estrutura do órgão respiratório da
maioria dos animais aquáticos.
Vozerio: somdemuitas vozes juntas.

(1,0) 1 -

Nos primeiros parágrafos, o narrador descreve a cena em que o protagonista volta de uma pescaria. Logo em seguida, esse mesmo narrador dá ao leitor uma informação que vai alterar a situação inicial e mudar o rumo da trama. Assinale a alternativa que aponta qual é essa informação e por que muda o rumo da história.

a)

A traíra estava viva e, a partir do momento em que esse fato fica comprovado, o que fazer com ela é a questão que se segue.

b)

As guelras do peixe mexiam-se devagar e isso fez com que o protagonista enchesse o tanque para salvar todos os peixes, fato que impulsiona a narrativa.

c)

Virou a capanga de cabeça para baixo e essa atitude altera a construção da história emtorno do grande pescador em mais uma façanha.

d)

A empregada chegou e, ao matar a traíra, provocou no protagonista uma mudança de planos e de comportamento.

e)

A empregada afirmou que conseguira matar a traíra e, a partir desse momento, o protagonista entristece e fica cansado.

(1,0) 2 -

Considerando os determinantes do substantivo, pode-se afirmar que, no início da narrativa, a traíra era realmente, para o protagonista, “um peixe”, conforme aponta o título do texto; mas, no desenrolar da trama, ele já poderia se referir à traíra como “o peixe”, como comprova a passagem “– E agora? – disse para o peixe. – Quê que eu faço com você?...”, porque:

a)

no início da narrativa, a indeterminação de sentido do artigo em relação ao peixe é usada para criar expectativa em torno da história, apontando para o distanciamento entre o protagonista e o peixe em questão. Logo depois, o artigo objetiva criar ambiguidade, dupla interpretação sobre isso.

b)

no início da narrativa, o artigo faz referência precisa ao peixe, para atribuir um caráter mais pessoal, com forte conteúdo reflexivo, e mostrar a importância do peixe para o protagonista. Logo a seguir, o que se quer é a representação da voz que fala numa perspectivamais impessoal.

c)

no início da narrativa, o peixe é um desconhecido, igual a outros que a personagem principal viu. Depois, o artigo individualiza o peixe, não se trata mais de qualquer peixe, mas daquele ao qual a personagemse afeiçoou.

d)

no início da narrativa, o artigo é usado com a finalidade de particularizar o ser ao qual se refere. Em seguida, generaliza o ser, aproximando-o do protagonista.

e)

no início da narrativa, o artigo é utilizado para construir e manter presente a ideia de proximidade e cumplicidade entre o peixe e o protagonista. Depois, com a morte do peixe, o artigo assume uma característica de distanciamento entre os dois.

(1,0) 3 -

Pleonasmo é uma figura de linguagem que tem como marca a repetição de palavras ou expressões, aparentemente desnecessárias, para enfatizar uma ideia. No entanto, alguns pleonasmos são considerados “vícios de linguagem” por informarem uma obviedade e não desempenharem função expressiva no enunciado. Considerando esta afirmação, assinale a alternativa que possui exemplo de pleonasmo vicioso.

a)

“(...) E então abriu a torneira: a água espalhou-se (...)”

b)

“(...)O jeito era ir comprar um pão na padaria. (...)”

c)

“(...)Matá-la, não ia; não, não faria isso. (...)”

d)

“(...) Traíra é duro de morrer, nunca vi um peixe assim. (...)”

e)

“(...) Tirou para fora os outros peixes: lambaris, chorões, piaus; (...)”

(1,0) 4 -

“(...) TEVE então uma ideia: abrir a torneira, para ver o que acontecia.” / “... que agora TINHA parado num canto, o rabo oscilando de leve,(...)”. Nessas duas frases, o verbo TER foi empregado em lugar de outros verbos de significado mais preciso. A alternativa em que as substituições propostas das formas destacadas são, respectivamente adequadas, é:

a)

Conservou / permanecia.

b)

Alcançou / possuía.

c)

Apresentou / seguia.

d)

Ocorreu / havia.

e)

Revelava / procedia.

(1,0) 5 -

O pronome – LO da frase “(...) mas ele poderia desentupi-LO, arranjar tudo; ficaria cem por cento.(...)” (parágrafo 9), no contexto, refere-se ao:

a)

quarteirão.

b)

tanquinho.

c)

bar.

d)

rio.

e)

quintal.

(1,0) 6 -

Assinale a alternativa em que a preposição em destaque estabelece uma relação de sentido de modo dentro da frase.

a)

“(...) Era o maior peixe DE todos ali,(...)”

b)

“(...) Uai, aí eu escorri a água PARA ela morrer;(...)”

c)

“(...) Deixaria a traíra numa lata d'água ATÉ o dia seguinte, (...).”

d)

“(...) Era ATÉ meio besta como ele estava alegre com aquilo.(...)”

e)

“(...) que agora tinha parado num canto, o rabo oscilando DE leve,(...)”

(1,0) 7 -

A alternativa que transcreve uma frase do texto em que foi feita uma construção INADEQUADA, quanto à concordância, é:

a)

“(...) Eu sei que era você; devagarzinho, sem a gente sentir... Agora está aí, né?... Tá vendo o resultado?”

b)

“(...) – Uai, essa que você pegou estava vivinha na hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o tanque cheio d'água(...)”

c)

“(...) Eu soquei a ponta da faca naquelas coisas que faz o peixe nadar, sabe? Pois acredita que ela ainda ficou mexendo?(...)”

d)

“(...) Aí eu peguei o cabo da faca e esmaguei a cabeça dele, e foi aí que ele morreu.(...)”

e)

“(...) Quando eu cheguei, ela estava toda folgada, nadando. Você não está acreditando? Juro. Ela estava toda folgada, nadando.(...)”

(1,0) 8 -

Todas as frases das alternativas abaixo admitem voz passiva, EXCETO:

a)

“Virou a capanga de cabeça para baixo,(...)”

b)

“E então abriu a torneira:(...)”

c)

“Enfiou o dedo na água:(...)”

d)

“Traíra é duro de morrer, hem?(...)”

e)

“... esmaguei a cabeça dele,(...)”

(1,0) 9 -

Observe o uso do diminutivo nas frases:

1. “(...) E então pensou na traíra, sua TRAIRINHA, deslizando silenciosamente no tanque da pia, na casa escura.(...)”

2. “(...) – Uai, essa que você pegou estava VIVINHA na hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o tanque cheio d'água(...)”

A respeito da flexão sofrida pelas palavras em destaque, analise os itens a seguir:

I. O uso da forma sintética do diminutivo, na frase 1, atribui ao substantivo flexionado um sentido conotativo, contribuindo para a manifestação da afetividade do protagonista emr elação ao peixe.

II. Na frase 2, o diminutivo intensifica a ideia de vivo. Vivinho =muito vivo, bem vivo, saudável.

III. Em ambas as frases os termos flexionados têm valor denotativo, pois o sufixo diminutivo atribui a eles sua significação normal, apesar de diminuída sua intensidade.

Assinale a alternativa que aponta o(s) item(ns) correto(s).

 

a)

Somente o I está correto.

b)

Somente o II está correto.

c)

Somente I e II estão corretos.

d)

Somente I e III estão corretos.

e)

Somente II e III estão corretos.

(1,0) 10 -

Em relação ao SE em “(...) Se a mãe estivesse em casa, ela teria dado uma ideia (...)”, é correto afirmar que,morfologicamente, o termo é:

a)

uma conjunção subordinativa integrante, ou seja, é elemento de ligação entre a oração subordinada substantiva direta e a oração principal.

b)

uma conjunção subordinat iva adverbial condicional, ou seja, é elemento de ligação entre a oração subordinada adverbial condicional e a oração principal.

c)

pronome reflexivo, pois indica que a ação expressa volta-se sobre o próprio sujeito da ação verbal, nele se refletindo.

d)

índice de indeterminação do sujeito, porque serve para deixar indeterminado um sujeito de 3ª pessoa, junto ao verbo intransitivo.

e)

pronome apassivador, porque associa-se ao verbo transitivo para garantir o sentido passivo pretendido para a voz verbal, ou seja, contribui para a caracterização da voz do verbo.

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