Início > Questões de Concursos, OAB e ENEM

  
  
  
    
  
  
427 questões encontradas.
Cód: 36755  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Fácil   Vezes Respondidas: 203   Acertos: 72.41%   Faça o login para ver suas estastísticas Fácil

Das palavras abaixo, a única que se grafa com s é

a)

profissionali ___ ar.

b)

pompo ___ o.

c)

profeti ___ ar.

d)

profunde ___ a.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36754  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 202   Acertos: 53.47%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Em relação à acentuação, assinale a alternativa correta.

a)

Gostaria de pedir um sanduíche de queijo e um suco de cajú, por favor.

b)

Vocês encontrarão o caminho fácilmente. Sigam o fluxo do trânsito.

c)

O juíz absolveu o réu e todos festejaram, pois ele era inocente.

d)

Saindo do escritório, pegaremos um táxi para não chegarmos atrasados à reunião.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36753  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 163   Acertos: 61.96%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta em relação ao verbo

a)

b)

Houveram discussões sobre a implantação do novo curso.

c)

Se haver desistentes, a empresa adotará uma nova medida de contratação.

d)

Embora muitos tenham trabalhado no curso, somente alguns poderão continuar.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36752  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 161   Acertos: 57.76%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Assinale a opção em que o verbo destacado foi corretamente grafado.

a)

TEM sempre muito interesse nesse assunto os dois empresários.

b)

É preciso POR ordem nessa repartição.

c)

Todos os funcionários VEM recebendo ajuda da empresa.

d)

Os dois consultores TÊM respondido com presteza às solicitações.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36751  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 158   Acertos: 60.13%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Em qual das frases abaixo o acento indicativo de crase foi corretamente colocado?

a)

Eles aderiram à manifestação.

b)

À tarde estava muito fresca.

c)

Daqui à pouco eles sairão da sala.

d)

Tomaram o remédio gota à gota.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36750  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 133   Acertos: 68.42%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Em: “No Brasil, escritores como Fabrício Carpinejar, Marcelino Freire, Carlos Seabra, entre muitos outros, aderiram ao novo gênero, emprestando-lhe uma dicção própria.”, o pronome LHE retoma, no contexto, à palavra:

a)

Brasil.

b)

gênero

c)

outros.

d)

dicção.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36749  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 100   Acertos: 67.00%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

O uso da língua está adequado à situação formal, respeitando as regras gramaticais estabelecidas para a norma escrita padrão em:

a)

Há quem pretende abrir excessão nos direitos dos índios de posse e usufluto exclusivo das terras demarcadas

b)

Assiste-se com frequência cenas de agressão as tradições culturais indígenas

c)

Preocupa a estudiosos a tendência à paralizar processos de demarcação de terras indígenas.

d)

Quanto às terras em processo de demarcação, há casos que enfrentam questões judiciais há mais de trinta anos.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36748  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 101   Acertos: 49.50%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Se os grileiros de terra _______ atitudes nefastas, precisarão se _______ com a justiça, quando a população brasileira _______ contra a repetição de tais abusos.

Para formar frase correta e coerente, as lacunas devem ser preenchidas por:

a)

mantiver – a ver - intervirem

b)

mantiver – haver - intervir

c)

mantiverem – haver - intervier

d)

mantiverem – a ver - intervierem


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36747  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 81   Acertos: 56.79%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

No tocante à concordância, está correta a flexão verbal na seguinte frase:

a)

Deveriam haver mecanismos mais rigorosos para controle do respeito às leis.

b)

Os peregrinos amanheceram na vigília diante da basílica.

c)

No relógio bateu cinco horas, revelando um dia de sol

d)

No passado, os Estados Unidos realizou limpeza étnica, dizimando muitos índios.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36746  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 42   Acertos: 66.67%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

“Noutras palavras, a lei penal brasileira veda terminantemente

outra solução para um processo penal. É vedado ao juiz

promover a concórdia, resgatar a dignidade, afagar traumas ou

acalentar o marginalizado. O juiz do processo penal anda em

trilhos que o escravizam, que o levam a lugar nenhum.” (linhas

41 a 46)

“O avanço destruidor do “crack” na sociedade e,

principalmente, na célula familiar, pode ser citado, talvez, como

o maior exemplo de quanto o juiz brasileiro é refém de um

sistema processual penal que, definitivamente, não funciona

bem.” (linhas 54 a 58).

“Enfim, esse é hoje o maior desafio que o Direito Penal deve

enfrentar se quiser estar afinado com a questão da dignidade

da pessoa humana. Transformar a sentença penal em

instrumento efetivo e concreto de pacificação social, longe de

 

paredões e cadafalsos.” (linhas 102 a 106)

 

A partir da leitura desses fragmentos, é possível depreender que: 

a)

crack tem efeito devastador na família e, por isso, pode e deve ser tratado com o cárcere. 

b)

As infrações relacionadas ao crack têm recebido tratamento diferenciado por parte dos juristas por atingirem a base da sociedade, a família. 

c)

O usuário de crack comete inúmeras infrações, mas, por ter família, ela é que deve se responsabilizar pela regeneração do indivíduo, não os tribunais. 

d)

Os juízes deveriam olhar de modo ímpar para as infrações relacionadas ao uso do crack, tendo em vista que a prisão não resgatará a dignidade do infrator. 


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36745  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Dificil   Vezes Respondidas: 46   Acertos: 34.78%   Faça o login para ver suas estastísticas Difícil

Leia o texto para responder a questão.

 

      As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade pública e de qualidade. No vestibular, que é o princípio de tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo dados do Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os candidatos convencionais a vagas de medicina nas federais foi de 787,56 pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ entrevistou educadores e todos disseram que essa distância é mais do que razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma disciplina tão concorrida quanto medicina um coeficiente de apenas 3% separa os privilegiados, que estudaram em colégios privados, dos negros e pobres, que frequentaram escolas públicas, então é justo supor que a diferença mínima pode, perfeitamente, ser igualada ou superada no decorrer dos cursos. Depende só da disposição do aluno. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais conceituadas do País, os resultados do último vestibular surpreenderam. “A maior diferença entre as notas de ingresso de cotistas e não cotistas foi observada no curso de economia”, diz Ângela Rocha, pró-reitora da UFRJ. “Mesmo assim, essa distância foi de 11%, o que, estatisticamente, não é significativo”.

 

(www.istoe.com.br)

 

 

Considerando-se o contexto, na oração – ... que estudaram em colégios privados ... –, o termo em destaque opõe-se à ideia de
a)

confidenciais.

b)

coletivos.

c)

restritos.

d)
governamentais.

Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36744  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 27   Acertos: 51.85%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Gente-casa

        Existe gente-casa e gente-apartamento. Não tem nada a ver com tamanho: há pessoas pequenas que você sabe, só de olhar, que dentro têm dois pisos e escadaria, e pessoas grandes com um interior apertado, sala e quitinete. Também não tem nada a ver com caráter. Gente-casa não é necessariamente melhor do que gente-apartamento. A casa que alguns têm por dentro pode estar abandonada, a pessoa pode ser apenas uma fachada para uma armadilha ou um bordel. Já uma pessoa- apartamento pode ter um interior simples mas bem ajeitado e agradável. É muito melhor conviver com um dois quartos, sala, cozinha e dependências do que com um labirinto.
        Algumas pessoas não são apenas casas. São mansões. Com sótão e porão e tudo que eles, comportam, inclusive baús antigos, fantasmas e alguns ratos. É fascinante quando alguém que você não imaginava ser mais do que um apartamento com, vá lá, uma suíte, de repente se revela um sobrado com pátio interno, adega e solário. É sempre arriscado prejulgar: você pode começar um relacionamento com alguém pensando que é um quarto-e-sala conjugado e se descobrir perdido em corredores escuros, e quando abre a porta, dá no quarto de uma tia louca. Pensando bem, todo mundo tem uma casa por dentro, ou no mínimo, bem lá no fundo, um porão. Ninguém é simples. Tudo, afinal, é só a ponta de um iceberg (salvo ponta de iceberg, que pode ser outra coisa) e muitas vezes quem aparenta ser apenas uma cobertura funcional com qrt. sal. avab. e coz. só está escondendo suas masmorras.

(VERlSSIMO, Luís Fernando.O Melhor das Comédias da Vida Privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004)

“Algumas pessoas não são apenas casas. São mansões.” Ocorre entre essas duas orações um paralelismo de estruturas sintáticas que contribui, inclusive, para a coesão textual. Sendo assim, assinale a opção em que se faz uma análise correta sobre os termos que as formam.
a)

Ambas possuem o mesmo sujeito, sendo também idênticas as classificações que eles recebem nas duas ocorrências.

b)

Em cada uma delas, ocorre um predicativo do sujeito que apresenta, porém, valores semânticos distintos.

c)

Os verbos que as formam são transitivos diretos.

d)

“Algumas” e “não”, na primeira oração, são exemplos de adjuntos adverbiais.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36743  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 24   Acertos: 58.33%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Gente-casa

        Existe gente-casa e gente-apartamento. Não tem nada a ver com tamanho: há pessoas pequenas que você sabe, só de olhar, que dentro têm dois pisos e escadaria, e pessoas grandes com um interior apertado, sala e quitinete. Também não tem nada a ver com caráter. Gente-casa não é necessariamente melhor do que gente-apartamento. A casa que alguns têm por dentro pode estar abandonada, a pessoa pode ser apenas uma fachada para uma armadilha ou um bordel. Já uma pessoa- apartamento pode ter um interior simples mas bem ajeitado e agradável. É muito melhor conviver com um dois quartos, sala, cozinha e dependências do que com um labirinto.
        Algumas pessoas não são apenas casas. São mansões. Com sótão e porão e tudo que eles, comportam, inclusive baús antigos, fantasmas e alguns ratos. É fascinante quando alguém que você não imaginava ser mais do que um apartamento com, vá lá, uma suíte, de repente se revela um sobrado com pátio interno, adega e solário. É sempre arriscado prejulgar: você pode começar um relacionamento com alguém pensando que é um quarto-e-sala conjugado e se descobrir perdido em corredores escuros, e quando abre a porta, dá no quarto de uma tia louca. Pensando bem, todo mundo tem uma casa por dentro, ou no mínimo, bem lá no fundo, um porão. Ninguém é simples. Tudo, afinal, é só a ponta de um iceberg (salvo ponta de iceberg, que pode ser outra coisa) e muitas vezes quem aparenta ser apenas uma cobertura funcional com qrt. sal. avab. e coz. só está escondendo suas masmorras.

(VERlSSIMO, Luís Fernando.O Melhor das Comédias da Vida Privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004)

O texto é uma crônica. Gênero em que o autor faz uso de várias estratégias lingüísticas para se aproximar do leitor. Todas as opções abaixo podem ser entendidas como uma dessas estratégias no texto de Veríssimo, menos uma. Assinale-a.
a)

Abordagem de um tema universalizante: as pessoas.

b)

c)

Predomínio de vocábulos rebuscados como “adega” e “solário”.

d)

Uso de pronomes que apontem para o leitor.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36742  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Dificil   Vezes Respondidas: 28   Acertos: 32.14%   Faça o login para ver suas estastísticas Difícil

Gente-casa

        Existe gente-casa e gente-apartamento. Não tem nada a ver com tamanho: há pessoas pequenas que você sabe, só de olhar, que dentro têm dois pisos e escadaria, e pessoas grandes com um interior apertado, sala e quitinete. Também não tem nada a ver com caráter. Gente-casa não é necessariamente melhor do que gente-apartamento. A casa que alguns têm por dentro pode estar abandonada, a pessoa pode ser apenas uma fachada para uma armadilha ou um bordel. Já uma pessoa- apartamento pode ter um interior simples mas bem ajeitado e agradável. É muito melhor conviver com um dois quartos, sala, cozinha e dependências do que com um labirinto.
        Algumas pessoas não são apenas casas. São mansões. Com sótão e porão e tudo que eles, comportam, inclusive baús antigos, fantasmas e alguns ratos. É fascinante quando alguém que você não imaginava ser mais do que um apartamento com, vá lá, uma suíte, de repente se revela um sobrado com pátio interno, adega e solário. É sempre arriscado prejulgar: você pode começar um relacionamento com alguém pensando que é um quarto-e-sala conjugado e se descobrir perdido em corredores escuros, e quando abre a porta, dá no quarto de uma tia louca. Pensando bem, todo mundo tem uma casa por dentro, ou no mínimo, bem lá no fundo, um porão. Ninguém é simples. Tudo, afinal, é só a ponta de um iceberg (salvo ponta de iceberg, que pode ser outra coisa) e muitas vezes quem aparenta ser apenas uma cobertura funcional com qrt. sal. avab. e coz. só está escondendo suas masmorras.

(VERlSSIMO, Luís Fernando.O Melhor das Comédias da Vida Privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004)

Ao longo do texto, percebe-se a ocorrência de diferentes tipos de sujeito. Assinale a opção em que ocorre erro na análise da classificação do tipo de sujeito dos verbos em destaque.
a)

Existe gente-casa e gente-apartamento.” - Sujeito composto.

b)

 pessoas pequenas” - sujeito inexistente.

c)

“Ninguém é simples.” - Sujeito indeterminado.

d)

É sempre arriscado prejulgar” - Sujeito oracional.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 36741  Prova: COMLURB - Rio de Janeiro-RJ   Banca: IBFC   Matéria: Português
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 17   Acertos: 41.18%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Eficiência militar
(Historieta Chinesa)

LI-HU ANG-PÔ, vice-rei de Cantão, Império da China, Celeste Império, Império do Meio, nome que lhe vai a calhar, notava que o seu exército provincial não apresentava nem garbo marcial, nem tampouco, nas últimas manobras, tinha demonstrado grandes aptidões guerreiras. 

Como toda a gente sabe, o vice-rei da província de Cantão, na China, tem atribuições quase soberanas. Ele governa a província como reino seu que houvesse herdado de seus pais, tendo unicamente por lei a sua vontade. 

Convém não esquecer que isto se passou, durante o antigo regime chinês, na vigência do qual, esse vice-rei tinha todos os poderes de monarca absoluto, obrigando-se unicamente a contribuir com um avultado tributo anual, para o Erário do Filho do Céu, que vivia refestelado em Pequim, na misteriosa cidade imperial, invisível para o grosso do seu povo e cercado por dezenas de mulheres e centenas de concubinas. Bem.

Verificado esse estado miserável do seu exército, o vice- rei Li-Huang-Pô começou a meditar nos remédios que devia aplicar para levantar-lhe o moral e tirar de sua força armada maior rendimento militar. Mandou dobrar a ração de arroz e carne de cachorro, que os soldados venciam. Isto, entretanto, aumentou em muito a despesa feita com a força militar do vice-reinado; e, no intuito de fazer face a esse aumento, ele se lembrou, ou alguém lhe lembrou, o simples alvitre de duplicar os impostos que pagavam os pescadores, os fabricantes de porcelana e os carregadores de adubo humano - tipo dos mais característicos daquela babilônica cidade de Cantão. 

Ao fim de alguns meses, ele tratou de verificar os resultados do remédio que havia aplicado nos seus fiéis soldados, a fim de dar-lhes garbo, entusiasmo e vigor marcial. 

Determinou que se realizassem manobras gerais, na próxima primavera, por ocasião de florirem as cerejeiras, e elas tivessem lugar na planície de Chu-Wei-Hu - o que quer dizer na nossa língua: “planície dos dias felizes”. As suas ordens foram obedecidas e cerca de cinqüenta mil chineses, soldados das três armas, acamparam em Chu-Wei-Hu, debaixo de barracas de seda. Na China, seda é como metim aqui. 

Comandava em chefe esse portentoso exército, o general Fu-Shi-Tô que tinha começado a sua carreira militar como puxador de tílburi* em Hong-Kong. Fizera-se tão destro nesse mister que o governador inglês o tomara para o seu serviço exclusivo. 

Este fato deu-lhe um excepcional prestígio entre os seus patrícios, porque, embora os chineses detestem os estrangeiros, em geral, sobretudo os ingleses, não deixam, entretanto, de ter um respeito temeroso por eles, de sentir o prestígio sobre­ humano dos “diabos vermelhos”, como os chinas chamam os europeus e os de raça europeia.

Deixando a famulagem do governador britânico de Hong- Kong,Fu-Shi-Tô não podia ter outro cargo, na sua própria pátria, senão o de general no exército do vice-rei de Cantão. E assim foi ele feito, mostrando-se desde logo um inovador, introduzindo melhoramentos na tropa e no material bélico, merecendo por isso ser condecorado, com o dragão imperial de ouro maciço. Foi ele quem substituiu, na força armada cantonesa, os canhões de papelão, pelos do Krupp; e, com isto, ganhou de comissão alguns bilhões de taels* que repartiu com o vice-rei. Os franceses do Canet queriam lhe dar um pouco menos, por isso ele julgou mais perfeitos os canhões do Krupp, em comparação com os do Canet. Entendia, a fundo, de artilharia, o ex-fâmulo do governador de Hong-Kong. 

O exército de Li-Huang-Pô estava acampado havia um mês, nas “planícies dos dias felizes”, quando ele se resolveu a ir assistir-lhe as manobras, antes de passar-lhe a revista final. 

O vice-rei, acompanhado do seu séquito, do qual fazia parte o seu exímio cabeleireiro Pi-Nu, lá foi para a linda planície, esperando assistir a manobras de um verdadeiro exército germânico. Antegozava isso como uma vítima sua e, também, como constituindo o penhor de sua eternidade no lugar rendoso de quase rei da rica província de Cantão. Com um forte exército à mão, ninguém se atreveria a demiti-lo dele. Foi. 

Assistiu às evoluções com curiosidade e atenção. A seu lado, Fu-Shi-Pô explicava os temas e os detalhes do respectivo desenvolvimento, com a abundância e o saber de quem havia estudado Arte da Guerra entre os varais de um cabriolet*.

O vice-rei, porém, não parecia satisfeito. Notava hesitações, falta de élan na tropa, rapidez e exatidão nas evoluções e pouca obediência ao comando em chefe e aos comandados particulares; enfim, pouca eficiência militar naquele exército que devia ser uma ameaça à China inteira, caso quisessem retirá-lo do cômodo e rendoso lugar de vice-rei de Cantão. Comunicou isto ao general, que lhe respondeu: 

- É verdade o que Vossa Excelência Reverendíssima, Poderosíssima, Graciosíssima, Altíssima e Celestial diz; mas os defeitos são fáceis de remediar. 
- Como? perguntou o vice-rei.
- É simples. O uniforme atual muito se parece com o alemão: mudemo-lo para uma imitação do francês e tudo estará sanado. 

Li-Huang-Pô pôs-se a pensar, recordando a sua estadia em Berlim, as festas que os grandes dignatários da corte de Potsdam lhe fizeram, o acolhimento do Kaiser e, sobretudo, os taels que recebeu de sociedade com o seu general Fu-ShiPô... Seria uma ingratidão; mas... Pensou ainda um pouco; e, por fim, num repente, disse peremptoriamente: 
- Mudemos o uniforme; e já!

(Lima Barreto)

*tael:unidade monetária e de peso da China; 
*cabriolet:tipo de carruagem; 
*tílburi: carro de duas rodas e dois assentos comandados por um animal. 
*famulagem:grupo de criados

“LI-HU ANG-PÔ, vice-rei de CantãoImpério da China. Celeste ImpérioImoério do Meionome que lhe vai a calhar, notava que o seu exército provincial não apresentava nem garbo marcial, nem tampouco, nas últimas manobras, tinha demonstrado grandes aptidões guerreiras.” (1o §)

Em um texto, as palavras não são analisadas isoladamente, mas sim em função das relações estabelecidas entre elas. Assim, considerando os referentes textuais dos termos em destaque e suas funções sintáticas, assinale a alternativa correta:
a)

Todos os termos são apostos, referindo-se a LI-HU ANG-PÔ.

b)

Todos os termos, a exceção do primeiro, um vocativo; são apostos cujo referente é, respectivamente, LI-HU ANG-PÔ e Cantão.

c)

Todos são apostos, mas os referentes são diferentes: o primeiro refere-se a LI-HU ANG-PÔ; o segundo, a Cantão; o terceiro e o quarto, à China.

d)

Todos são apostos, mas os referentes são diferentes: o primeiro refere-se ao vice-rei; o segundo, a Cantão; o terceiro, a Cantão; o quarto, à China.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro

« anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1028 29 próxima »

296.916 Alunos | 3.266 Simulados | 38.318 Questões | 11.117 Comentários

Copyright © Simulado Brasil Concurso - 2011 - 2015 - Todos os direitos reservados.

⇑ topo Cadastro Grátis