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Texto para a questão Cod.18906 - Utilize o Texto abaixo para as questões de 1 a 10
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José de Arimatéia subiu a escada de pedra do
     alpendrão, e deu com Seu Tonho Inácio na cadeira de
     balanço, distraído em trançar o lacinho de seis pernas
     com palha de milho desfiada. A gente encontrava aquelas
5   trançazinhas por toda parte (...) - naqueles lugares onde
     o velho gostava de ficar, horas e horas, namorando a
     criação e fiscalizando a camaradagem no serviço. Com a
     chegada do dentista, Tonho Inácio voltou a si da avoação
     em que andava:
10        - Hã, é o senhor? Pois se assente ... Hum ... espera
     que a Dosolina quer lhe falar também. Vamos até lá
     dentro...
           E entrou pelo corredor do sobrado, acompanhado do
     rapaz.
15       Na sala - quase que sempre fechada, naturalmente
     por causa disso aquele sossego e o cheiro murcho de
     coisa velha - a mobília de palhinha, o sofá muito grande,
     a cadeirona de balanço igual à outra do alpendre. Retratos
     nas paredes: os homens, de testa curta e barbados, as
20  mulheres de coque enrolado e alto (...), a gola do vestido
     justa e abotoada no pescoço à feição de colarinho. Povo
     dos Inácios, dos Gusmões: famílias de Seu Tonho e Dona
     Dosolina. Morriam, mas os retratos ficavam para os filhos
     os mostrarem às visitas - contar como aqueles antigos
25  eram, as manias que cada qual devia ter, as proezas
     deles nos tempos das primeiras derrubadas no sertão da
     Mata dos Mineiros.
          De seus pais, José de Arimatéia nem saber o nome
     sabia.
30       Lembrava-se mas era só do Seu Joaquinzão Carapina,
     comprido e muito magro, sempre de ferramenta na mão
     - derrubando árvore, lavrando e serrando, aparelhando
     madeira. (...) E ele, José de Arimatéia, menininho de
     tudo ainda, mas já agarrado no serviço, a catar lascas e
35 serragem para cozinhar a panela de feijão e coar a água
     rala do café de rapadura, adjutorando no que podia.
     
    PALMÉRIO, Mário. Chapadão do Bugre. Rio de Janeiro: Editora Livraria
José Olímpio, 1966. (Adaptado)

Prova: Prova de CAIXA (CEF) - Português 1 - Questões e Simulados    Matéria: Português
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Cod. 18906 -

O personagem José de Arimatéia

I - era filho de pais desconhecidos;
II - ajudava, desde a infância, Seu Joaquinzão;
III - descendia dos Inácios e dos Gusmões;
IV - tinha a profissão de dentista.

A leitura do trecho apresentado permite concluir que estão corretas APENAS as afirmações

 

a)

I e II

b)

I e IV

c)

II e III

d)

II e IV

e)

III e IV


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Prova: Prova de CAIXA (CEF) - Português 1 - Questões e Simulados    Matéria: Português
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Cod. 18907 -

Em "naturalmente por causa disso ..." (l. 15-16), o termo disso se refere ao(à)

 

a)

fato de a sala permanecer fechada.

b)

estado de avoação de Seu Tonho.

c)

cheiro de coisa velha.

d)

conversa com Dona Dosolina.

e)

chegada do dentista.


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Prova: Prova de CAIXA (CEF) - Português 1 - Questões e Simulados    Matéria: Português
Dificuldade: Média    Vezes Respondidas: 4    Acertos(%): 50.00% Faça o login para ver suas estastísticas Médio
Cod. 18908 -

Alguns trechos do texto, especialmente o primeiro parágrafo, permitem caracterizar Seu Tonho como

 

a)

abastado comerciante.

b)

homem de condição social e financeira bastante modestas.

c)

membro da aristocracia urbana.

d)

proprietário rural empobrecido.

e)

próspero fazendeiro.


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Texto para a questão Cod.18909 - Texto para as questoes de 1 a 8
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   Especialistas concordam que é papel do
ensino fundamental e médio — e não apenas da
universidade — cooperar de alguma forma com o processo de
formação dos futuros profissionais. Isso não implica ensinar
jovens estudantes a mexer com planilhas de cálculos ou a
empreender um novo negócio. Requer, sim, dar-lhes recursos
para lidar com a realidade e, por exemplo, com a competição
que um dia virá. Então, a dúvida que permanece é: nossas
escolas de fato cumprem essa tarefa?
   Carlos Alberto Ramos, professor do Departamento de
Economia da Universidade de Brasília, aponta falhas nessa
missão. Ele identifica um abismo na transição entre o sistema
escolar e o mercado de trabalho. “Nosso modelo educacional
é muito segmentado, e os conhecimentos de línguas e
matemática, por exemplo, são muito diferentes dos valores
compreendidos durante a vida profissional”, defende.
   O despreparo dos jovens, portanto, é patente. “Desde
cedo, é preciso ensinar as crianças a pensar e a se adequar a
novas realidades”, diz Ramos. “Elas contam, inclusive, com
uma vantagem para isso: são mais flexíveis a mudanças e estão
sempre abertas a novas tecnologias”. Infelizmente, conclui o
especialista, não é isso o que acontece nas escolas.
   O mais curioso é que, a despeito de qualquer
discussão sobre o dever das escolas, ajudar no
desenvolvimento do aluno com vistas à sua colocação no
mercado de trabalho é um fundamento no país, estabelecido
pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, conjunto
de normas que dá o norte ao sistema educacional brasileiro.
   Portanto, tal tarefa cabe a todos os níveis do ensino básico, dos
cinco aos 17 anos.
   Para Claudio de Moura Castro, especialista em
educação, as escolas de ensino infantil e fundamental oferecem
aos estudantes, geralmente, a proposta correta para a
capacitação para a vida profissional. Isso significa: ensinar a
ler, escrever e falar adequadamente já durante a alfabetização
infantil. O problema, segundo o especialista, aparece no ensino
médio. “Nesse nível, as escolas são desmotivadoras,
oferecendo conteúdos específicos para que os alunos estejam
preparados para o vestibular”, afirma. “Mas, na verdade, não
preparam o estudante para nada”.
   Moura Castro aponta três habilidades fundamentais
aos profissionais de hoje e do futuro. Elas são decorrentes da
boa leitura, da boa escrita e da capacidade de comunicar-se
bem. “Todos os profissionais precisam saber resolver
problemas, falar em público e trabalhar em equipe”, sentencia.
   “É nesse momento de aprendizado que se dissolve a fronteira
entre o que é acadêmico — ensinado na escola — e o que é
profissional e prático para o mercado de trabalho.”


Marina Dias. Bom profissional se faz na escola, 4/9/2009.
Internet: <veja.abril.com.br> (com adaptações).

Prova: Prova de CAIXA (CEF) - Português 2 - Questões e Simulados    Matéria: Português
Dificuldade: Média    Vezes Respondidas: 27    Acertos(%): 59.26% Faça o login para ver suas estastísticas Médio
Cod. 18909 -

Assinale a opção correta no que se refere a aspectos gramaticais e à tipologia do texto.

 

a)

Na oração 'é preciso ensinar as crianças a pensar e a se adequar a novas realidades' (L.18-19), o sujeito é indeterminado.

b)

O texto caracteriza-se, essencialmente, como dissertativo, uma vez que há exposição de argumentos que sustentam a ideia nele defendida.

c)

Na linha 8, a supressão dos dois-pontos e a inserção do termo se após a forma verbal "é" mantêm a correção gramatical do período e o seu sentido.

d)

O emprego da primeira pessoa do plural no pronome "nossas" (L.8) prejudica a objetividade do texto e deve, portanto, ser evitado em textos dissertativos.

e)

O vocábulo 'segmentado' (L.14) apresenta dupla grafia, podendo ser grafado também seguimentado, tal como ocorre com segmento e seguimento.


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Prova: Prova de CAIXA (CEF) - Português 2 - Questões e Simulados    Matéria: Português
Dificuldade: Média    Vezes Respondidas: 17    Acertos(%): 58.82% Faça o login para ver suas estastísticas Médio
Cod. 18910 -

Considerando que as opções abaixo apresentam propostas de reescrita de trechos do texto indicados entre aspas, assinale a opção que, além de estar gramaticalmente correta, mantém o sentido original do texto.

a)

'as escolas são desmotivadoras, oferecendo conteúdos específicos para que os alunos estejam preparados para o vestibular' (L.37-39): as escolas de ensino médio desestimulam os alunos porque não priorizam tão somente a preparação para o vestibular.

b)

'Todos os profissionais precisam saber resolver problemas, falar em público e trabalhar em equipe' (L.44-45): São necessários aos profissionais saber resolver problemas, falar em público e trabalhar em equipe.

c)

"Então, a dúvida que permanece é: nossas escolas de fato cumprem essa tarefa?" (L.8-9): Sendo assim, permanece a dúvida em relação ao cumprimento efetivo dessa tarefa por parte das escolas.

d)

'Nosso modelo educacional é muito segmentado, e os conhecimentos de línguas e matemática, por exemplo, são muito diferentes dos valores compreendidos durante a vida profissional' (L.13-16): Nosso modelo educacional é deveras, fragmentado e os conhecimentos diferem bastante do que encontra-se na vida profissional.

e)

"O despreparo dos jovens, portanto, é patente" (L.17): Entretanto, o despreparo dos jovens é patente.


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Prova: Prova de CAIXA (CEF) - Português 2 - Questões e Simulados    Matéria: Português
Dificuldade: Média    Vezes Respondidas: 19    Acertos(%): 36.84% Faça o login para ver suas estastísticas Médio
Cod. 18911 -

No que tange à concordância e ao emprego do sinal indicativo de crase no texto, assinale a opção correta.

 

a)

Em "conjunto de normas que dá o norte ao sistema educacional brasileiro" (L.27-28), o verbo dar pode ser flexionado tanto no singular, concordando com "conjunto", quanto no plural, concordando com "normas".

b)

A oração "tal tarefa cabe a todos os níveis do ensino básico" (L.29) poderia ser corretamente reescrita da seguinte forma: a todos os níveis do ensino básico cabem tal tarefa.

c)

Caso fosse empregado o sinal indicativo de crase em 'as', no trecho 'ensinar as crianças a pensar' (L.18), seriam mantidos a correção gramatical do período e seu sentido original.

d)

Em 'abertas a novas tecnologias' (L.21), se o termo 'a' fosse flexionado no plural, o emprego do sinal indicativo de crase seria obrigatório.

e)

O uso do sinal indicativo de crase em "com vistas à sua colocação" (L.25) é obrigatório.


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Cod. 18912 -

Com relação ao vocabulário empregado no texto e à grafia de palavras desse texto, assinale a opção correta.

 

a)

O termo "patente" (L.17) significa, no texto, questionável.

b)

Na linha 18, o acento que distingue a forma verbal 'é' da conjunção 'e' estabelece diferença morfológica, gráfica e fonética, tal como ocorre com pôr e por.

c)

A forma verbal "empreender" (L.6) poderia ser substituída por realizar, preservando-se a ideia original do texto e sua correção gramatical.

d)

Os vocábulos "negócio", 'matemática' e 'acadêmico' recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação.

e)

No texto, os vocábulos "abismo" (L.12) e "norte" (L.28) estão empregados em sentido literal.


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Cod. 18913 -

Em relação ao sentido do texto e aos seus aspectos linguísticos, assinale a opção correta.

 

a)

A expressão "tal tarefa" (L.29) refere-se a "o dever das escolas" (L.24).

b)

O sujeito de 'preparam' (L.40) refere-se a "as escolas de ensino infantil e fundamental" (L.32).

c)

O sujeito de "Requer" (L.6) retoma "o processo de formação dos futuros profissionais" (L.3-4).

d)

O pronome "lhes" (L.6) refere-se a "jovens estudantes" (L.5).

e)

O vocábulo 'isso' (L.20) retoma "O despreparo dos jovens" (L.17).


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Cod. 18914 -

No que concerne à pontuação empregada no texto, assinale a opção correta.

 

a)

Na linha 37, o emprego da vírgula é obrigatório na primeira ocorrência e facultativo na segunda.

b)

O emprego da vírgula imediatamente após o vocábulo 'aprendizado' (L.46) preserva o sentido e a correção gramatical do texto.

c)

O emprego de vírgulas imediatamente antes e depois da expressão "por exemplo", em ambas as suas ocorrências, nas linhas 7 e 15, é facultativo.

d)

A substituição da vírgula logo após o vocábulo 'segmentado' (L.14) por ponto e vírgula não prejudica a correção gramatical e a coerência do texto.

e)

O emprego de dois-pontos na linha 20 justifica-se por introduzir, no período, uma explicação.


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Cod. 18915 -

No que se refere a aspectos linguísticos do texto, assinale a opção correta.

 

a)

Na linha 28, o emprego da preposição a, em "ao", é exigência sintática do substantivo "norte".

b)

No texto, há elipse do objeto direto exigido pela forma verbal "oferecem" (L.32).

c)

O vocábulo "jovens" (L.5) é empregado, no texto, como substantivo.

d)

O sujeito da forma verbal "identifica" (L.12) é "Carlos Alberto Ramos" (L.10).

e)

A expressão "a despeito de" (L.23) é sinônima de apesar de.


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