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517 questões encontradas.
Cód: 39785  Prova: ENEM   Banca: INEP   Matéria: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (ENEM)
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                                O farrista

 

                     Quando o almirante Cabral

                      Pôs as patas no Brasil

                      O anjo da guarda dos índios

                      Estava passeando em Paris.

                      Quando ele voltou de viagem

                      O holandês já está aqui.

                      O anjo respira alegre:

                      “Não faz mal, isto é boa gente,

                      Vou arejar outra vez.”

                      O anjo transpôs a barra,

                      Diz adeus a Pernambuco,

                      Faz barulho, vuco-vuco,

                      Tal e qual o zepelim

                      Mas deu um vento no anjo,

                      Ele perdeu a memória...

                      E não voltou nunca mais.

                                    MENDES, M. História do Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992.

 

A obra de Murilo Mendes situa-se na fase inicial do Modernismo, cujas propostas estéticas transparecem, no poema, por um eu lírico que 

a)

configura um ideal de nacionalidade pela integração regional.

b)

remonta ao colonialismo assente sob um viés iconoclasta.

c)

repercute as manifestações do sincretismo religioso.

d)

descreve a gênese da formação do povo brasileiro.

e)

promove inovações no repertório linguístico.


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Cód: 39784  Prova: ENEM   Banca: INEP   Matéria: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (ENEM)
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                                     A língua tupi no Brasil

 

      Há 300 anos, morar na vila de São Paulo de Piratininga (peixe seco, em tupi) era quase sinônimo de falar língua de índio. Em cada cinco habitantes da cidade, só dois conheciam o português. Por isso, em 1698, o governador da província, Artur de Sá e Meneses, implorou a Portugal que só mandasse padres que soubessem “a língua geral dos índios”, pois “aquela gente não se explica em outro idioma”.

      Derivado do dialeto de São Vicente, o tupi de São Paulo se desenvolveu e se espalhou no século XVII, graças ao isolamento geográfico da cidade e à atividade pouco cristã dos mamelucos paulistas: as bandeiras, expedições ao sertão em busca de escravos índios. Muitos bandeirantes nem sequer falavam o português ou se expressavam mal. Domingos Jorge Velho, o paulista que destruiu o Quilombo dos Palmares em 1694, foi descrito pelo bispo de Pernambuco como “um bárbaro que nem falar sabe”. Em suas andanças, essa gente batizou lugares como Avanhandava (lugar onde o índio corre), Pindamonhangaba (lugar de fazer anzol) e Itu (cachoeira). E acabou inventando uma nova língua.

      “Os escravos dos bandeirantes vinham de mais de 100 tribos diferentes”, conta o historiador e antropólogo John Monteiro, da Universidade Estadual de Campinas. “Isso mudou o tupi paulista, que, além da influência do português, ainda recebia palavras de outros idiomas.” O resultado da mistura ficou conhecido como língua geral do sul, uma espécie de tupi facilitado.

               ÂNGELO, C. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 8 ago. 2012 (adaptado).

 

O texto trata de aspectos sócio-históricos da formação linguística nacional. Quanto ao papel do tupi na formação do português brasileiro, depreende-se que essa língua indígena

a)

contribuiu efetivamente para o léxico, com nomes relativos aos traços característicos dos lugares designados.

b)

originou o português falado em São Paulo no século XVII, em cuja base gramatical também está a fala de variadas etnias indígenas.

c)

desenvolveu-se sob influência dos trabalhos de catequese dos padres portugueses, vindos de Lisboa. 

d)

misturou-se aos falares africanos, em razão das interações entre portugueses e negros nas investidas contra o Quilombo dos Palmares.

e)

expandiu-se paralelamente ao português falado pelo colonizador, e juntos originaram a língua dos bandeirantes paulistas.


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Cód: 39783  Prova: ENEM   Banca: INEP   Matéria: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (ENEM)
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O consumidor do século XXI, chamado de novo consumidor social, tende a se comportar de modo diferente do consumidor tradicional. Pela associação das características apresentadas no diagrama, infere-se que esse novo consumidor sofre influência da

a)

cultura do comércio eletrônico.

b)

busca constante pelo menor preço.

c)

divulgação de informações pelas empresas. 

d)

necessidade recorrente de consumo.

e)

postura comum aos consumidores tradicionais. 


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Cód: 39782  Prova: ENEM   Banca: INEP   Matéria: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (ENEM)
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      Essas moças tinham o vezo de afirmar o contrário do que desejavam. Notei a singularidade quando principiaram a elogiar o meu paletó cor de macaco. Examinavam-no sérias, achavam o pano e os aviamentos de qualidade superior, o feitio admirável. Envaideci-me: nunca havia reparado em tais vantagens. Mas os gabos se prolongaram, trouxeram-me desconfiança. Percebi afinal que elas zombavam e não me susceptibilizei. Longe disso: achei curiosa aquela maneira de falar pelo avesso, diferente das grosserias a que me habituara. Em geral me diziam com franqueza que a roupa não me assentava no corpo, sobrava nos sovacos.

                                                                             RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1994.

 

Por meio de recursos linguísticos, os textos mobilizam estratégias para introduzir e retomar ideias, promovendo a progressão do tema. No fragmento transcrito, um novo aspecto do tema é introduzido pela expressão

a)

“a singularidade”.

b)

“tais vantagens”.

c)

“os gabos”.

d)

“Longe disso”.

e)

“Em geral”.


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Cód: 39781  Prova: ENEM   Banca: INEP   Matéria: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (ENEM)
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TEXTO I

 

                          Terezinha de Jesus

                          De uma queda foi ao chão

                          Acudiu três cavalheiros

                          Todos os três de chapéu na mão

                          O primeiro foi seu pai

                          O segundo, seu irmão

                          O terceiro foi aquele

                          A quem Tereza deu a mão

BATISTA, M. F. B. M.; SANTOS, I. M. F. (Org.). Cancioneiro da Paraíba. João Pessoa: Grafset, 1993 (adaptado).

 

TEXTO II

 

      Outra interpretação é feita a partir das condições sociais daquele tempo. Para a ama e para a criança para quem cantava a cantiga, a música falava do casamento como um destino natural na vida da mulher, na sociedade brasileira do século XIX, marcada pelo patriarcalismo. A música prepara a moça para o seu destino não apenas inexorável, mas desejável: o casamento, estabelecendo uma hierarquia de obediência (pai, irmão mais velho, marido), de acordo com a época e circunstâncias de sua vida.

Disponível em: http://provsjose.blogspot.com.br. Acesso em: 5 dez. 2012.

 

O comentário do Texto II sobre o Texto I evoca a mobilização da língua oral que, em determinados contextos,

a)

assegura a existência de pensamentos contrários à ordem vigente.

b)

mantém a heterogeneidade das formas de relações sociais.

c)

conserva a influência religiosa sobre certas culturas. 

d)

preserva a diversidade cultural e comportamental.

e)

reforça comportamentos e padrões culturais.


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