Início > Questões de Concursos, OAB e ENEM

  
  
  
    
  
  
517 questões encontradas.
Cód: 14294  Prova: ENEM   Banca: . Bancas Diversas   Matéria: Matérias Diversas
Dificuldade: Fácil   Vezes Respondidas: 13   Acertos: 61.54%   Faça o login para ver suas estastísticas Fácil

Texto da questão - Clique para ver.

Leia os textos a seguir para responder às questões de 90 a 92.

Súplica cearense

Oh, Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair, cair sem parar.

Oh, Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso que o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há.

Oh, Senhor, eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão.

(...) Ganância demais
(...) Política demais
Tristeza demais
Interesse tem demais
(...) A fome demais
A falta demais
Promessa demais
(...) Pobreza demais
Povo tem demais
(...) O povo sofre demais...

O Rappa (http://letras.terra.com.br/o-rappa/1315543/)




Tostão de chuva

Quem é Antônio Jerônimo? É o sitiante
Que mora no Fundão
Numa biboca pobre. É pobre. Dantes
Inda a coisa ia indo e ele possuía
Um cavalo cardão.
Mas a seca batera no roçado...
Vai, Antônio Jerônimo um belo dia
Só por debique de desabusado
Falou assim: "Pois que nosso padim
Pade Ciço que é milagreiro, contam,
Me mande um tostão de chuva pra mim!"
Pois então nosso "padim" padre Cícero
Coçou a barba, matutando, e disse:
"Pros outros mando muita chuva não,
Só dois vinténs. Mas pra Antônio Jerônimo
         Vou mandar um tostão".
(...) No Fundão veio uma trovoada enorme
Que num átimo virou tudo em lagoa
E matou o cavalo de Antônio Jerônimo.
         Matou o cavalo.

ANDRADE, Mário de. Poesias completas.
Edição crítica de Diléa Zanotto Manfio. Belo Horizonte: Villa Rica, 1993.




Vocabulário

Biboca: habitação humilde, pequena
Bocado: curto período de tempo
Cardão: cavalo que apresenta cor semelhante à cor azul violácea da flor do cardo
Debique: zombaria sutil; ironia, troça
Desabusado: que é abusado, de caráter atrevido; que perdeu a ilusão ou a superstição
Num átimo: rapidamente
Súplica: pedido insistente e humilde; oração a Deus
Tostão: moeda de ouro equivalente a 1.200 réis
Trovoada: tempestade acompanhada de trovões
Vintém: pouco dinheiro, quantia ínfima

Quando Luís Gonzaga gravou a música Súplica cearense, na década de 1960, a letra, apesar de ser praticamente a mesma da música recente, não possuía os 10 versos finais presentes na regravação feita pelo grupo O Rappa. Pensando nisso, podemos afirmar que:

a)

mesmo tendo inserido versos novos no final da música, podemos dizer que a versão feita por O Rappa mantém o sentido da canção de Luís Gonzaga, gravada na década de 1960.

b)

os versos novos, ao falarem sobre problemas políticos e sobre a má distribuição de renda, que acarreta a pobreza e a fome, ampliam a discussão da música original, falando de aspectos que, além da seca, marcam a sociedade do Brasil.

c)

nos últimos versos, O Rappa continua a discussão sobre o problema da falta de chuva no Nordeste, sendo a súplica do cearense, portanto, apenas um apelo para salvá-lo da seca.

d)

ao inserir versos novos, O Rappa está fazendo uma crítica à capacidade de Luís Gonzaga, já que, ao fazer isso, mostra que a música antiga não era boa, sendo preciso, portanto, aperfeiçoá-la.

e)

como a maioria dos integrantes do grupo O Rappa é carioca, a música, apesar de mantido o título original, não se refere ao problema nordestino, mas às enchentes que assolam o Rio de Janeiro na época das chuvas.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 14293  Prova: ENEM   Banca: . Bancas Diversas   Matéria: Matérias Diversas
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 3   Acertos: 66.67%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Texto da questão - Clique para ver.

Leia os textos a seguir para responder às questões de 90 a 92.

Súplica cearense

Oh, Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair, cair sem parar.

Oh, Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso que o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há.

Oh, Senhor, eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão.

(...) Ganância demais
(...) Política demais
Tristeza demais
Interesse tem demais
(...) A fome demais
A falta demais
Promessa demais
(...) Pobreza demais
Povo tem demais
(...) O povo sofre demais...

O Rappa (http://letras.terra.com.br/o-rappa/1315543/)




Tostão de chuva

Quem é Antônio Jerônimo? É o sitiante
Que mora no Fundão
Numa biboca pobre. É pobre. Dantes
Inda a coisa ia indo e ele possuía
Um cavalo cardão.
Mas a seca batera no roçado...
Vai, Antônio Jerônimo um belo dia
Só por debique de desabusado
Falou assim: "Pois que nosso padim
Pade Ciço que é milagreiro, contam,
Me mande um tostão de chuva pra mim!"
Pois então nosso "padim" padre Cícero
Coçou a barba, matutando, e disse:
"Pros outros mando muita chuva não,
Só dois vinténs. Mas pra Antônio Jerônimo
         Vou mandar um tostão".
(...) No Fundão veio uma trovoada enorme
Que num átimo virou tudo em lagoa
E matou o cavalo de Antônio Jerônimo.
         Matou o cavalo.

ANDRADE, Mário de. Poesias completas.
Edição crítica de Diléa Zanotto Manfio. Belo Horizonte: Villa Rica, 1993.




Vocabulário

Biboca: habitação humilde, pequena
Bocado: curto período de tempo
Cardão: cavalo que apresenta cor semelhante à cor azul violácea da flor do cardo
Debique: zombaria sutil; ironia, troça
Desabusado: que é abusado, de caráter atrevido; que perdeu a ilusão ou a superstição
Num átimo: rapidamente
Súplica: pedido insistente e humilde; oração a Deus
Tostão: moeda de ouro equivalente a 1.200 réis
Trovoada: tempestade acompanhada de trovões
Vintém: pouco dinheiro, quantia ínfima

Considerando que o primeiro texto foi composto na década de 1960, tendo sido musicado, primeiro, por Luís Gonzaga e regravado recentemente pelo grupo musical O Rappa, e tendo em mente, ainda, que o último texto foi escrito pelo poeta modernista Mário de Andrade durante a década de 1920, marque a questão incorreta.

a)

Na primeira fase modernista, houve grande preocupação em inserir a fala popular no texto erudito, como podemos conferir por meio do segundo poema, que incorpora a fala coloquial própria do povo.

b)

Por meio do vocábulo "debique" (zombaria sutil) e da palavra "desabusado" (atrevido), podemos perceber que, no segundo texto, a oração é feita de modo zombeteiro por Antônio Jerônimo.

c)

Mesmo sendo textos veiculados em diferentes linguagens artísticas - o primeiro pela música e o segundo pela poesia escrita -, ambos recuperam um traço marcante da cultura popular brasileira: a religiosidade.

d)

Por terem sido escritos em épocas diferentes, com distintos contextos históricos, sociais, políticos e culturais, não podemos afirmar que os textos têm como tema a seca, um problema específico da década de 1920.

e)

Construído o texto poético como se fosse um "caso" popular, contando a história do sitiante Antônio Jerônimo, o poema mostra a preocupação modernista de resgatar a cultura popular.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 14292  Prova: ENEM   Banca: . Bancas Diversas   Matéria: Matérias Diversas
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 4   Acertos: 50.00%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Texto da questão - Clique para ver.

Leia os textos a seguir para responder às questões de 90 a 92.

Súplica cearense

Oh, Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair, cair sem parar.

Oh, Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso que o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há.

Oh, Senhor, eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão.

(...) Ganância demais
(...) Política demais
Tristeza demais
Interesse tem demais
(...) A fome demais
A falta demais
Promessa demais
(...) Pobreza demais
Povo tem demais
(...) O povo sofre demais...

O Rappa (http://letras.terra.com.br/o-rappa/1315543/)




Tostão de chuva

Quem é Antônio Jerônimo? É o sitiante
Que mora no Fundão
Numa biboca pobre. É pobre. Dantes
Inda a coisa ia indo e ele possuía
Um cavalo cardão.
Mas a seca batera no roçado...
Vai, Antônio Jerônimo um belo dia
Só por debique de desabusado
Falou assim: "Pois que nosso padim
Pade Ciço que é milagreiro, contam,
Me mande um tostão de chuva pra mim!"
Pois então nosso "padim" padre Cícero
Coçou a barba, matutando, e disse:
"Pros outros mando muita chuva não,
Só dois vinténs. Mas pra Antônio Jerônimo
         Vou mandar um tostão".
(...) No Fundão veio uma trovoada enorme
Que num átimo virou tudo em lagoa
E matou o cavalo de Antônio Jerônimo.
         Matou o cavalo.

ANDRADE, Mário de. Poesias completas.
Edição crítica de Diléa Zanotto Manfio. Belo Horizonte: Villa Rica, 1993.




Vocabulário

Biboca: habitação humilde, pequena
Bocado: curto período de tempo
Cardão: cavalo que apresenta cor semelhante à cor azul violácea da flor do cardo
Debique: zombaria sutil; ironia, troça
Desabusado: que é abusado, de caráter atrevido; que perdeu a ilusão ou a superstição
Num átimo: rapidamente
Súplica: pedido insistente e humilde; oração a Deus
Tostão: moeda de ouro equivalente a 1.200 réis
Trovoada: tempestade acompanhada de trovões
Vintém: pouco dinheiro, quantia ínfima

Assinale a afirmação que interprete adequadamente os textos apresentados.

a)

O primeiro texto fala sobre a súplica de um cearense inconformado com a seca. O segundo, entretanto, fala sobre a oração de um paulistano.

b)

Nos dois textos, a história é contata por um narrador que fala sobre o pedido feito por um pobre coitado, e não por ele mesmo.

c)

Os dois textos atribuem a Deus o poder de enviar chuva, apesar de o segundo ter citado o nome do santo popular Padre Cícero.

d)

Como o primeiro texto, na verdade, é uma letra de música atual, não possui nenhum ponto de contato com o poema modernista.

e)

Nos dois textos, é feito um pedido para que a chuva venha aliviar a seca. No entanto, começou a chover mais do que o esperado.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 14291  Prova: ENEM   Banca: . Bancas Diversas   Matéria: Matérias Diversas
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 4   Acertos: 50.00%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Leia a letra da música Ronda, que canta a desventura de um amor não mais correspondido:

Ronda

De noite eu rondo a cidade
A te procurar sem encontrar
No meio de olhares espio
em todos os bares
Você não está
Volto pra casa abatida
Desencantada da vida
O sonho alegria me dá -
nele você está.
Ah, se eu tivesse quem bem
me quisesse
Esse alguém me diria:
- Desiste, essa busca é inútil.
Eu não desistia...
Porém, com perfeita paciência
Sigo a te buscar; hei de encontrar
Bebendo com outras mulheres,
Rolando um dadinho, jogando bilhar
E nesse dia então vai dar na
primeira edição:
"Cena de sangue num bar da
avenida São João."

 

VANZOLINI, Paulo. In: MARLENE. Te pego pela palavra.

Odeon n. SMOFB 3855, 1974. L.I.


Dizem que ódio e amor são sentimentos muito próximos um do outro e que pessoas que se amam podem um dia se odiar, pois a linha que os separa é muito frágil. Identifique o par de versos que exprime esse argumento popular.

a)

"De noite eu rondo a cidade
A te procurar sem encontrar"

b)

"Cena de sangue num bar da
avenida São João."

c)

"Volto pra casa abatida
Desencantada da vida"

d)

"- Desiste, essa busca é inútil.
Eu não desistia..."

e)

"Porém, com perfeita paciência
Sigo a te buscar; hei de encontrar"


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro
Cód: 14290  Prova: ENEM   Banca: . Bancas Diversas   Matéria: Matérias Diversas
Dificuldade: Média   Vezes Respondidas: 6   Acertos: 66.67%   Faça o login para ver suas estastísticas Médio

Leia o texto:

Novos provérbios

Quem não deve não treme.
Quem tudo quer tudo pede.
Um dia a caspa cai.

NUNES, Max. O pescoço da girafa. São Paulo: Cia. das Letras, 1997, p. 37.


Marque a única afirmação correta em relação ao texto lido.

a)

O autor, somente por meio da inclusão de um fonema em uma palavra de cada frase, altera o sentido tradicional dos provérbios.

b)

Percebe-se que a intenção do autor é citar, ou seja, transcrever literalmente as palavras dos provérbios conhecidos, com a intenção de endossar as ideias presentes neles.

c)

Pode-se afirmar que o autor reproduziu os provérbios, por meio de suas palavras, mantendo as ideias originais.

d)

Observa-se que o autor apropria-se de outro texto na construção de um novo, que inverte o sentido do texto original, tendo como intuito criticar a cultura popular.

e)

O texto lido é uma paródia, já que utiliza provérbios conhecidos para criar novos, a fim de gerar humor.


Responder
Marcar questão para impressão. Notificar Erro

« anterior 1 281 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91103 104 próxima »

474.958 Alunos | 3.434 Simulados | 39.698 Questões | 12.403 Comentários

Copyright © Simulado Brasil Concurso - 2011 - 2018 - Todos os direitos reservados.

⇑ topo