Simulados de Concursos > Simulado ENEM - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

Instruções


OBJETIVOS

Aprimorar os conhecimentos adquiridos durante os seus estudos, de forma a avaliar a sua aprendizagem, utilizando para isso as metodologias e critérios idênticos aos maiores e melhores concursos públicos do país, através de simulados, provas e questões de concursos.

PÚBLICO ALVO

Candidatos e/ou concursandos, que almejam aprovação em concursos públicos de nível Médio do concurso ENEM.

SOBRE AS QUESTÕES

Este simulado contém questões da banca INEP, para nível Médio do cargo de Diversos. Auxiliando em sua aprovação no concurso público escolhido. Utilizamos provas de concursos anteriores, conforme editais mais recentes ENEM.

*Conteúdo Programático do Simulado de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias do concurso ENEM.

Língua Portuguesa

* Nem todos os assuntos serão abordados neste simulado de prova e questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.
(1,0) 1 -

                           

 

A obra de Rubem Valentim apresenta emblemas que, baseando-se em signos de religiões afro-brasileiras, se transformam em produção artística. A obra Emblema 78 relaciona-se com o Modernismo em virtude da

a)

simplificação de formas da paisagem brasileira.

b)

valorização de símbolos do processo de urbanização. 

c)

fusão de elementos da cultura brasileira com a arte europeia.

d)

alusão aos símbolos cívicos presentes na bandeira nacional. 

e)

composição simétrica de elementos relativos à miscigenação racial.

(1,0) 2 -

                         

 

A instalação Dengo transformou a sala do MAM-SP em um ambiente singular, explorando como principal característica artística a

a)

participação do público na interação lúdica com a obra. 

b)

distribuição de obstáculos no espaço da exposição.

c)

representação simbólica de objetos oníricos.

d)

interpretação subjetiva da lei da gravidade.

e)

valorização de técnicas de artesanato.

(1,0) 3 -

      Naquela manhã de céu limpo e ar leve, devido à chuva torrencial da noite anterior, saí a caminhar com o sol ainda escondido para tomar tenência dos primeiros movimentos da vida na roça. Num demorou nem um tiquinho e o cheiro intenso do café passado por Dona Linda me invadiu as narinas e fez a fome se acordar daquela rema letárgica derivada da longa noite de sono. Levei as mãos até a água que corria pela bica feita de bambu e o contato gelado foi de arrepiar. Mas fui em frente e levei as mãos em concha até o rosto. Com o impacto, recuei e me faltou o fôlego por alguns instantes, mas o despertar foi imediato. Já aceso, entrei na cozinha na buscação de derrubar a fome e me acercar do aconchego do calor do fogão à lenha. Foi quando dei reparo da figura esguia e discreta de uma senhora acompanhada de um garoto aparentando uns cinco anos de idade já aboletada na ponta da mesa em proseio íntimo com a dona da casa. Depois de um vigoroso “Bom dia!”, de um vaporoso aperto de mãos nas apresentações de praxe, fiquei sabendo que Dona Flor de Maio levava o filho Adão para tratamento das feridas que pipocavam por seu corpo, provocando pequenas pústulas de bordas avermelhadas.

   GUIÃO, M. Disponível em: www.revistaecologico.com.br. Acesso em: 10 mar. 2014 (adaptado).

 

A variedade linguística da narrativa é adequada à descrição dos fatos. Por isso, a escolha de determinadas palavras e expressões usadas no texto está a serviço da 

a)

localização dos eventos de fala no tempo ficcional.

b)

composição da verossimilhança do ambiente retratado.

c)

restrição do papel do narrador à observação das cenas relatadas.

d)

construção mística das personagens femininas pelo autor do texto.

e)

caracterização das preferências linguísticas da personagem masculina.

(1,0) 4 -

      Zé Araújo começou a cantar num tom triste, dizendo aos curiosos que começaram a chegar que uma mulher tinha se ajoelhado aos pés da santa cruz e jurado em nome de Jesus um grande amor, mas jurou e não cumpriu, fingiu e me enganou, pra mim você mentiu, pra Deus você pecou, o coração tem razões que a própria razão desconhece, faz promessas e juras, depois esquece.

      O caboclo estava triste e inspirado. Depois dessa canção que arrepiou os cabelos da Neusa, emendou com uma valsa mais arretada ainda, cheia de palavras difíceis, mas bonita que só a gota serena. Era a história de uma boneca encantadora vista numa vitrine de cristal sobre o soberbo pedestal. Zé Araújo fechava os olhos e soltava a voz:

      Seus cabelos tinham a cor/ Do sol a irradiar/ Fulvos raios de amor./ Seus olhos eram circúnvagos/ Do romantismo azul dos lagos/ Mãos liriais, uns braços divinais,/ Um corpo alvo sem par/ E os pés muito pequenos./ Enfím eu vi nesta boneca/ Uma perfeita Vênus.

CASTRO, N. L. As pelejas de Ojuara: o homem que desafiou o diabo. São Paulo: Arx, 2006 (adaptado).

 

O comentário do narrador do romance “[...] emendou com uma valsa mais arretada ainda, cheia de palavras difíceis, mas bonita que só a gota serena” relaciona-se ao fato de que essa valsa é representativa de uma variedade linguística 

a)

detentora de grande prestígio social.

b)

específica da modalidade oral da língua.

c)

previsível para o contexto social da narrativa.

d)

constituída de construções sintáticas complexas. 

e)

valorizadora do conteúdo em detrimento da forma.

(1,0) 5 -

      A lavadeira começou a viver como uma serviçal que impõe respeito e não mais como escrava. Mas essa regalia súbita foi efêmera. Meus irmãos, nos frequentes deslizes que adulteravam este novo relacionamento, eram dardejados pelo olhar severo de Emilie; eles nunca suportaram de bom grado que uma índia passasse a comer na mesa da sala, usando os mesmos talheres e pratos, e comprimindo com os lábios o mesmo cristal dos copos e a mesma porcelana das xícaras de café. Uma espécie de asco e repulsa tingia-lhes o rosto, já não comiam com a mesma saciedade e recusavam-se a elogiar os pastéis de picadinho de carneiro, os folheados de nata e tâmara, e o arroz com amêndoas, dourado, exalando um cheiro de cebola tostada. Aquela mulher, sentada e muda, com o rosto rastreado de rugas, era capaz de tirar o sabor e o odor dos alimentos e de suprimir a voz e o gesto como se o seu silêncio ou a sua presença que era só silêncio impedisse o outro de viver.

HATOUM, M. Relato de um certo Oriente. São Paulo: Cia. das Letras, 2000.

 

Ao apresentar uma situação de tensão em família, o narrador destila, nesse fragmento, uma percepção das relações humanas e sociais demarcada pelo 

a)

predomínio dos estigmas de classe e de raça sobre a intimidade da convivência.

b)

discurso da manutenção de uma ética doméstica contra a subversão dos valores.

c)

desejo de superação do passado de escassez em prol do presente de abastança.

d)

sentimento de insubordinação à autoridade representada pela matriarca da família.

e)

rancor com a ingratidão e a hipocrisia geradas pelas mudanças nas regras da casa.

(1,0) 6 -

                             

 

Nesse cartaz publicitário de uma empresa de papel e celulose, a combinação dos elementos verbais e não verbais visa

a)

justificar os prejuízos ao meio ambiente, ao vincular a empresa à difusão da cultura.

b)

incentivar a leitura de obras literárias, ao referir-se a títulos consagrados do acervo mundial.

c)

seduzir o consumidor, ao relacionar o anunciante às histórias clássicas da literatura universal.

d)

promover uma reflexão sobre a preservação ambiental ao aliar o desmatamento aos clássicos da literatura. 

e)

construir uma imagem positiva do anunciante, ao associar a exploração alegadamente sustentável à produção de livros.

(1,0) 7 -

                            Fim de semana no parque

 

                    Olha o meu povo nas favelas e vai perceber

                    Daqui eu vejo uma caranga do ano

                    Toda equipada e o tiozinho guiando

                    Com seus filhos ao lado estão indo ao parque

                    Eufóricos brinquedos eletrônicos

                    Automaticamente eu imagino

                    A molecada lá da área como é que tá

                    Provavelmente correndo pra lá e pra cá

                    Jogando bola descalços nas ruas de terra

                     É, brincam do jeito que dá

                     [...]

                     Olha só aquele clube, que da hora

                     Olha aquela quadra, olha aquele campo, olha

                     Olha quanta gente

                     Tem sorveteria, cinema, piscina quente

                      [...]

                      Aqui não vejo nenhum clube poliesportivo

                      Pra molecada frequentar nenhum incentivo

                      O investimento no lazer é muito escasso

                      O centro comunitário é um fracasso

                            RACIONAIS MCs. Racionais MCs. São Paulo: Zimbabwue, 1994 (fragmento).

 

A letra da canção apresenta uma realidade social quanto à distribuição distinta dos espaços de lazer que

a)

retrata a ausência de opções de lazer para a população de baixa renda, por falta de espaço adequado.

b)

ressalta a irrelevância das opções de lazer para diferentes classes sociais, que o acessam à sua maneira.

c)

expressa o desinteresse das classes sociais menos favorecidas economicamente pelas atividades de lazer.

d)

implica condições desiguais de acesso ao lazer, pela falta de infraestrutura e investimentos em equipamentos.

e)

aponta para o predomínio do lazer contemplativo, nas classes favorecidas economicamente; e do prático, nas menos favorecidas. 

(1,0) 8 -

TEXTO I

 

                                

 

TEXTO II

 

                                    Speto

 

      Paulo César Silva, mais conhecido como Speto, é um grafiteiro paulista envolvido com o skate e a música. O fortalecimento de sua arte ocorreu, em 1999, pela oportunidade de ver de perto as referências que trazia há tempos, ao passar por diversas cidades do Norte do Brasil em uma turnê com a banda O Rappa.

                                                                                                                  Revista Zupi, n. 19, 2010.

 

O grafite do artista paulista Speto, exposto no Museu Afro Brasil, revela elementos da cultura brasileira reconhecidos

a)

na influência da expressão abstrata.

b)

na representação de lendas nacionais.

c)

na inspiração das composições musicais. 

d)

nos traços marcados pela xilogravura nordestina.

e)

nos usos característicos de grafismos dos skates.

(1,0) 9 -

      O homem disse, Está a chover, e depois, Quem é você, Não sou daqui, Anda à procura de comida, Sim, há quatro dias que não comemos, E como sabe que são quatro dias, É um cálculo, Está sozinha, Estou com o meu marido e uns companheiros, Quantos são, Ao todo, sete, Se estão a pensar em ficar conosco, tirem daí o sentido, já somos muitos, Só estamos de passagem, Donde vêm, Estivemos internados desde que a cegueira começou, Ah, sim, a quarentena, não serviu de nada, Por que diz isso, Deixaram-nos sair, Houve um incêndio e nesse momento percebemos que os soldados que nos vigiavam tinham desaparecido, E saíram, Sim, Os vossos soldados devem ter sido dos últimos a cegar, toda a gente está cega, Toda a gente, a cidade toda, o país,

                              SARAMAGO, J. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.

 

A cena retrata as experiências das personagens em um país atingido por uma epidemia. No diálogo, a violação de determinadas regras de pontuação

a)

revela uma incompatibilidade entre o sistema de pontuação convencional e a produção do gênero romance.

b)

provoca uma leitura equivocada das frases interrogativas e prejudica a verossimilhança. 

c)

singulariza o estilo do autor e auxilia na representação do ambiente caótico.

d)

representa uma exceção às regras do sistema de pontuação canônica. 

e)

colabora para a construção da identidade do narrador pouco escolarizado.

(1,0) 10 -

                     

 

TEXTO II

 

      No verão de 1954, o artista Robert Rauschenberg (n.1925) criou o termo combine para se referir a suas novas obras que possuíam aspectos tanto da pintura como da escultura.

 

      Em 1958, Cama foi selecionada para ser incluída em uma exposição de jovens artistas americanos e italianos no Festival dos Dois Mundos em Spoleto, na Itália. Os responsáveis pelo festival, entretanto, se recusaram a expor a obra e a removeram para um depósito.

 

      Embora o mundo da arte debatesse a inovação de se pendurar uma cama numa parede, Rauschenberg considerava sua obra “um dos quadros mais acolhedores que já pintei, mas sempre tive medo de que alguém quisesse se enfiar nela”. 

DEMPSEY, A. Estilos, escolas e movimentos: guia enciclopédico da arte moderna. São Paulo: Cosac & Naify, 2003

 

A obra de Rauschenberg chocou o público na época em que foi feita, e recebeu forte influência de um movimento artístico que se caracterizava pela 

a)

dissolução das tonalidades e dos contornos, revelando uma produção rápida.

b)

exploração insólita de elementos do cotidiano, dialogando com os ready-mades.

c)

repetição exaustiva de elementos visuais, levando à simplificação máxima da composição.

d)

incorporação das transformações tecnológicas, valorizando o dinamismo da vida moderna.

e)

geometrização das formas, diluindo os detalhes sem se preocupar com a fidelidade ao real. 

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